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Resumo Cap. 11 Comportamento Social

Aos alunos de PEX-II

 

Utilizem este guia para estudar para a prova 2.

 

RESUMO DO TEXTO

Comportamento Social – Cap. 11

Livro: Princípios de Psicologia (Baum, 1999)

“ O comportamento social compreende as estimulações e reações que surgem entre um indivíduo e seus semelhantes”.

Os estímulos sociais não diferem nas suas dimensões dos outros estímulos.

A interação do comportamento pode ser observada já ao nível biológico de criaturas unicelulares. Os insetos e os pássaros também nos dão exemplos complicados de interação social.

O comportamento social é extraordinariamente rico entre os mamíferos. Sexo, maternagem, contato físíco e aliumentação são estímulos que controlam o comportamento social dos animais.

São exemplos de relações sociais:

1- dominância: um animal pode alcançar o status de dominante em relação a outro usando reforço negativo, ou seja, retirando um estímulo aversivo do ambiente de seu rival (por exemplo, dor física) caso este se submeta a ele.

2- cooperação: definida no caso em que o comportametno combinado de dois ou mais organismos é necesário para obter reforço positivo, ou remover punição.

3- imitação: cientistas não chegaram a um consenso sobre a imitação ser inata mas ela pode ser ensinada. O comportamento do líder é comumente imitado e aprendido pelos seguidores.

Comportamento Humano e Meio Cultural:

A comunidade na qual os homens vivem representa uma parte importante do seu meio. Relatividade cultural significa que não existem primitivos ou evoluídos, pois cada comunidade humana tem sua riqueza cultural.

O comportamento do ser humano desde o nascimento pode ser treinado em várias direções dependendo do seu meio cultural.

Personalidade e História

Embora todos os seres humanos obedeçam às mesmas leis do comportamento, cada indivíduo adquire um equipamento de condutas que é único e que define a sua personalidade. A personaldiade de um indivíduo se relaciona à sua biografia. Inicialmente as influências formativas se dão pela família mas depois a criança vai para escola e passa a sofrer influências também de amigos e professores.

De grande importância para a formação da personalidade é o fato de que os seres humanos podem discriminar suas próprias ações, aparências, sentimentos, e êxitos. O EU surge do treino de discriminações e do comportamento verbal.

O EU é uma constelação de comportamentos operantes discriminativos, ou seja, está sob controle da motivação.

Coerência e integração de personalidade

As pessoas psicologicamente “normais” têm uma certa unicidade no seu comportamento, uma continuidade ou singularidade, que indica coordenação e cooperação entre seus vários sistemas de respostas, ou seja, estas pessoas possuem coerência e linearidade entre seus pensamentos, palavras e ações.

A emergência do comportamento verbal na infância

Estágios do desenvolvimento da linguagem:

  1. Choro indiferenciado: verifica-se no noascimento e logo após; não difere muito para fome, sede, estimulação desagradável, e similares.
  2. Choro diferenciado: verfica-se depois de alguns meses de vida; o choro difere e pode ser discernido por um observador familiarizado com a criança.
  3. Balbúcio: pode começar no fim do segundo mês; tem conteúdo fonêmico poliglota, com maior número de vogais.
  4. Lalação: repetição pela criança da sua própria produção vocal, provocando a preservação da vocalização; começa porvolta dos seis meses.
  5. Ecolalia: imitação pela criança dos sons emitidos por outras pessoas; começa por volta dos dez meses.
  6. Verbalização: uso de palavras reconhecíveis ao responder a estímulos ou controlar as ações das pessoas.

 Duas funções da linguagem: o mando e o tato 

O MANDO (do latim mando, ordenar), é uma expresão vocal que busca um tipo específico de reforço no ouvinte. O mando como uma resposta é fortalecido por suas consequências como qualquer operante como presionar a barra, puxar uma corrente, ou percorrer um labirinto. Em termos gramaticais o mando é o modo imperativo e inclui ordem, solicitação, exigências, e assim por diante.

O TATO (do particípio passado tactus do latim; tango, tocar). Em termos gramaticais, a relação tato é a de sentença ewnunciativa; é um anúncio de fato representando comportamento realtivamente desinteressado por parte da pessoa que fala, pelo qual ela nada obtem de particular mas somente algo geral. Ensinando o indivíduo a correlacionar palavras com fatos e estados das coisas, tanto dentro como fora dele, a comunidade abre-lhe a oportunidade de participar, de contribuir para o discurso e sabedoria humana. É a relação tato que torna o homem capaz de falar, de conhecer e ser capaz de pensar sobre o mundo e sobre si mesmo.

A relação entre a pessoa que fala e o ouvinte

Os dizeres da pessoa que fala são reforçados pelo ouvinte de duas maneiras. Os mandos são especificamente reforçados de acordo com as necessidades, enquanto os tatos garantem o reforçamento generalizado do ouvinte que assim fica encorajado a prosseguir.

Uma variedade interessante e extremamente importante do tato é a que tem como fonte discriminativa estímulos internos. O indivíduo é ensinado, pela comunidade, a reportar-se aos ouvintes com base em seus estímulos interoceptivos e proprioceptivos. Muitas expressões começam com “ Eu sinto…”, são tatos de estímulos internos e estados como dor, fadiga, sono, tensão e fome. Tais tatos são fontes essenciais de informação sobre o que ocorre dentro do indivíduo, de outro modo inacessíveis a um observador. Para a comunidade, esta informação é necessária a fim de se satisfazer as necessidades do indivíduo, garantir sua sobrevivência e prever o que ele irá fazer. O indivíduo aprende estes tatos porque é intensamente reforçado; se diz que seu dente dói, pode ser aliviado; se diz que está melancólico, pode ser alegrado; se conta seu medo, pode ser acalmado.

 

Profa. Rosemar Prota

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